O perfeccionismo veste-se de excelência, mas esconde frequentemente medo — medo de falhar, de decepcionar, de não ser suficiente.
"Sou apenas muito exigente comigo próprio." É uma frase que ouvimos muitas vezes. E há verdade nela — mas há também algo mais.
O perfeccionismo saudável motiva-nos a fazer bem. O perfeccionismo disfuncional paralisa-nos.
O perfeccionismo como proteção
Para muitas pessoas, o perfeccionismo desenvolveu-se como uma forma de proteção: se for perfeito, não posso ser criticado. Se não errar, não posso ser rejeitado.
É uma estratégia que faz sentido. Mas tem um custo enorme: a vida em permanente estado de alerta, a incapacidade de desfrutar do que se conquista, a procrastinação por medo de não fazer bem.
O suficiente
Existe um conceito poderoso em psicologia: o "bom o suficiente". Não medíocre. Não desleixado. Bom o suficiente.
Aprender a tolerar a imperfeição — a nossa e a dos outros — é um dos caminhos para uma vida com menos ansiedade e mais presença.
Uma pergunta para levar
Na próxima vez que sentir a exigência perfeccionista a apertar, pergunte-se: estou a fazer isto por amor ao que faço, ou por medo do que acontece se não for perfeito?
A resposta pode dizer-lhe muito sobre si.
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