Há perdas que o mundo não reconhece como luto: o fim de uma amizade, uma mudança de vida, uma versão de nós mesmos que ficou para trás. Também esses lutos merecem espaço.
Quando alguém morre, o mundo para. Há rituais, há palavras, há espaço para a dor.
Mas há outras perdas — que não têm caixão, que não têm cerimónia, que muitas vezes nem nós próprios reconhecemos como perdas.
O luto não reconhecido
O fim de uma relação de amizade de longa data. A infertilidade e o sonho de uma família que não aconteceu. A saúde que mudou para sempre. A carreira que teve de ser abandonada. A versão de nós que existia antes de um trauma.
Estas perdas são reais. A dor é real. Mas como não há nome social para elas, tendemos a minimizá-las — ou a sermos confrontados com a incompreensão dos outros.
Dar nome à perda
O primeiro passo é reconhecer: isto é uma perda. Tenho o direito de sofrer por ela.
Não precisamos de comparar as nossas perdas com as dos outros. A dor não é uma competição.
Atravessar o luto
O luto não tem etapas fixas nem calendário. Tem o seu próprio ritmo, e respeitar esse ritmo é parte do processo.
Às vezes o que ajuda é simplesmente ter alguém que nos diga: a tua dor é válida. Estou aqui.
Este artigo ressoou em si?
Falar com um psicólogo pode ser o próximo passo. Estamos aqui.
Marcar consulta


