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Agosto 2025·4 min de leitura

Limites: um ato de amor

Dizer não é difícil. Mas estabelecer limites é, muitas vezes, o maior ato de cuidado que podemos oferecer — a nós e aos outros.

Ana Catarina Oliveira

Ana Catarina Oliveira

Psicóloga Clínica

Limites: um ato de amor

Dizer não é difícil. Mas estabelecer limites é, muitas vezes, o maior ato de cuidado que podemos oferecer — a nós e aos outros.

Muitos de nós crescemos a aprender que dizer não é egoísta. Que cuidar dos outros significa colocarmo-nos sempre em segundo lugar. Que o nosso valor está na nossa disponibilidade.

O resultado: anos a dizer sim quando queremos dizer não, a sentir ressentimento, a esvaziarmo-nos.

O que são limites saudáveis?

Limites não são muros. Não são formas de nos isolarmos ou de punir os outros.

São a expressão clara do que precisamos, do que conseguimos oferecer e do que não estamos dispostos a tolerar. São a diferença entre dar por amor e dar por medo.

Por que é tão difícil estabelecer limites?

Porque muitas vezes aprendemos que o nosso amor e a nossa aceitação dependiam da nossa complacência. Aprender a estabelecer limites é, frequentemente, reaprender que somos amáveis mesmo quando dizemos não.

Limites como cuidado

Quando estabelecemos limites com clareza e gentileza, estamos a dar às pessoas ao nosso redor informação honesta sobre como nos relacionamos. Isso fortalece as relações — não as enfraquece.

O não que vem de um lugar de autoconhecimento é sempre mais honesto do que o sim que esconde um não.

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