Olá.
Este mês venho falar-te de algo que muitos dos meus pacientes têm vindo a relatar em sessão: a sensação de vazio.
Já sentiste um vazio que não sabes explicar?
Há momentos em que um vazio existencial se apodera de nós.
Não é tristeza. Não é ansiedade. Não é nada… mas também não é paz.
É um vazio difícil de explicar, que muitas vezes tentamos preencher com coisas materiais, relações, trabalho, comida… Contudo, estas formas de preencher saciam-nos apenas momentaneamente e, rapidamente, o vazio volta a tomar conta de nós — dando lugar a angústia, ansiedade, raiva e a uma inquietude profunda.
Um vazio que não se vê por fora
Podes continuar a cumprir as tuas responsabilidades, a falar com as pessoas, a seguir a rotina… mas, por dentro, sentes-te distante, desligada, sem entusiasmo.
O vazio emocional não é falta de força. Nem ingratidão.
Muitas vezes, é um sinal de que te tens afastado de ti própria. De que tens dado demasiado para fora e pouco para dentro. De que tens ignorado necessidades, emoções ou partes de ti que precisam de atenção.
É o corpo e a mente a pedirem pausa. A pedirem escuta.
Não precisas de ter já as respostas
Nem sempre sabemos de onde vem este vazio. E está tudo bem.
O importante não é ter respostas imediatas, mas começar a criar espaço para te aproximares de ti com mais carinho e menos julgamento.
A psicologia pode ser um espaço onde o vazio começa a ganhar significado, e onde é possível reconstruir ligação, sentido e presença.
Se tens sentido este vazio, não precisas de o atravessar sozinha. Estou aqui para te acompanhar.
Um abraço da tua Psi
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Falar com um psicólogo pode ser o próximo passo. Estamos aqui.
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