Fugimos do silêncio, enchemos cada pausa com estímulo. Mas e se o vazio não fosse o problema — e fosse antes o lugar onde nos encontramos?
Vivemos com medo do vazio. Mal existe um momento de silêncio, pegamos no telemóvel. Mal sentimos tédio, procuramos distração. Mal surge um sentimento desconfortável, encontramos algo que o abafe.
O que estamos a evitar?
Quando evitamos o vazio compulsivamente, estamos muitas vezes a evitar nós próprios — os nossos pensamentos, as nossas emoções, as nossas perguntas sem resposta.
O vazio é o espaço onde aparecem as perguntas que importam: Estou satisfeito com a minha vida? O que é que realmente quero? O que estou a adiar?
O vazio como espaço de criação
Em psicologia, chamamos-lhe "espaço potencial" — o lugar entre o estímulo e a resposta, onde existe liberdade.
É no silêncio que surgem os insights. É na quietude que o corpo descansa de verdade. É na ausência de ruído que a nossa voz interior consegue finalmente ser ouvida.
Como aprender a estar no vazio
Não é fácil. A tolerância ao silêncio e ao desconforto desenvolve-se com prática.
Começa com pequenos momentos: uma refeição sem ecrã, um passeio sem música, cinco minutos de olhar pela janela sem fazer nada.
O vazio não é o inimigo. É o lugar onde te encontras.
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