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Outubro 2025·5 min de leitura

Enfrentar os nossos monstros

Os monstros que mais nos assustam raramente estão no exterior. Vivem dentro de nós — e é precisamente por isso que os evitamos com tanto empenho.

Ana Catarina Oliveira

Ana Catarina Oliveira

Psicóloga Clínica

Enfrentar os nossos monstros

Os monstros que mais nos assustam raramente estão no exterior. Vivem dentro de nós — e é precisamente por isso que os evitamos com tanto empenho.

Há medos que reconhecemos facilmente: medo de altura, medo de insetos, medo do escuro. São concretos, localizáveis, tratáveis.

E depois há os outros — os que não têm nome fácil. O medo de falhar. O medo de não ser suficiente. O medo de ser abandonado. O medo de sentir.

O que acontece quando evitamos

A evitação é uma resposta natural ao medo. O problema é que funciona — a curto prazo. Evitamos a situação, o desconforto desaparece, e o alívio é imediato.

Mas a longo prazo, cada vez que evitamos, o medo cresce. O monstro fica maior.

O paradoxo da aproximação

Em terapia, aprendemos que a única forma de diminuir um medo é aproximarmo-nos dele — de forma gradual, segura e acompanhada.

Não para o eliminar completamente, mas para descobrir que somos capazes de o suportar. Que o monstro, de perto, é muitas vezes menor do que pensávamos.

Coragem não é a ausência de medo

Coragem é avançar apesar do medo. É olhar para o monstro nos olhos e dizer: estou aqui, e vou ficar.

Esse é um dos atos mais transformadores que podemos fazer por nós próprios.

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