Os monstros que mais nos assustam raramente estão no exterior. Vivem dentro de nós — e é precisamente por isso que os evitamos com tanto empenho.
Há medos que reconhecemos facilmente: medo de altura, medo de insetos, medo do escuro. São concretos, localizáveis, tratáveis.
E depois há os outros — os que não têm nome fácil. O medo de falhar. O medo de não ser suficiente. O medo de ser abandonado. O medo de sentir.
O que acontece quando evitamos
A evitação é uma resposta natural ao medo. O problema é que funciona — a curto prazo. Evitamos a situação, o desconforto desaparece, e o alívio é imediato.
Mas a longo prazo, cada vez que evitamos, o medo cresce. O monstro fica maior.
O paradoxo da aproximação
Em terapia, aprendemos que a única forma de diminuir um medo é aproximarmo-nos dele — de forma gradual, segura e acompanhada.
Não para o eliminar completamente, mas para descobrir que somos capazes de o suportar. Que o monstro, de perto, é muitas vezes menor do que pensávamos.
Coragem não é a ausência de medo
Coragem é avançar apesar do medo. É olhar para o monstro nos olhos e dizer: estou aqui, e vou ficar.
Esse é um dos atos mais transformadores que podemos fazer por nós próprios.
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