Saltar para o conteúdo
Março 2025·4 min de leitura

Comparação: o ladrão de alegria

Theodore Roosevelt disse que "a comparação é o ladrão da alegria". Décadas depois, as redes sociais tornaram este roubo mais sofisticado do que nunca.

Ana Catarina Oliveira

Ana Catarina Oliveira

Psicóloga Clínica

Comparação: o ladrão de alegria

Theodore Roosevelt disse que "a comparação é o ladrão da alegria". Décadas depois, as redes sociais tornaram este roubo mais sofisticado do que nunca.

Comparamo-nos constantemente. Com os colegas, com os amigos, com desconhecidos nas redes sociais que parecem ter a vida perfeita.

E saímos sempre a perder — porque estamos a comparar o nosso interior com o exterior dos outros.

A comparação assimétrica

Quando nos comparamos com os outros, temos acesso a tudo o que sentimos — as inseguranças, as dúvidas, os fracassos. Sobre os outros, vemos apenas o que mostram.

É uma comparação profundamente injusta. E mesmo assim, fazemo-la dezenas de vezes por dia.

O que está por baixo da comparação?

A comparação frequente é muitas vezes sintoma de algo mais profundo: insegurança, falta de identidade consolidada, necessidade de validação externa.

Perguntar "por que me comparo tanto?" pode ser mais útil do que tentar parar de o fazer.

Voltar ao próprio caminho

A alternativa à comparação não é a indiferença ao que os outros fazem. É a curiosidade genuína pelo próprio caminho.

O que é que eu quero? Quem quero ser? O que me faz sentir vivo?

Essas perguntas são muito mais produtivas do que qualquer comparação.

Gostou deste artigo?

Partilhe com quem pode precisar

Este artigo ressoou em si?

Falar com um psicólogo pode ser o próximo passo. Estamos aqui.

Marcar consulta

Continua a ler

Dar voz ao que dói
Fevereiro 2025·4 min de leitura

Dar voz ao que dói

Falar sobre o que nos magoa é um dos atos mais corajosos que podemos fazer. E também um dos mais terapêuticos.

Ana Catarina Oliveira
Ana Catarina Oliveira
Ler artigo →